Brasil Foods (BRF) será o nome da nova marca institucional da empresa que nasce da união de Sadia e Perdigão. No mercado doméstico, as marcas Sadia e Perdigão vão permanecer independentes, cada uma com a sua linha de produtos.

Elas farão parte do portfólio de marcas da BRF, que também terá Qualy, Miss Daisy, Rezende, Deline, Excelsior, hoje pertencentes à Sadia, e Batavo, Cotochés, Elegê, da Perdigão. “As marcas têm vida própria e, para o consumidor, ficará tudo igual”, afirmou o presidente do Conselho da Perdigão, Nildemar Secches.

Indagado sobre se a excessiva concentração de mercado não poderia ser prejudicial ao consumidor, com aumento de preços, o presidente do Conselho da Sadia, Luiz Furlan declarou que as empresas pretendem transferir os ganhos com as sinergias para os consumidores. “Nós queremos crescer e ganhar mercado”, disse.

“Se aumentarmos o preço da pizza, o consumidor vai comprar na pizzaria da esquina”, completou Secches. A estratégia para as marcas no exterior, de acordo com Secches, ainda não foi definida. “Por enquanto, continua igual, mas pode mudar”, disse Secches. A Sadia opera no exterior com a própria marca, enquanto a Perdigão utiliza a marca Fazenda.

Com a conclusão das negociações com a Perdigão, a Sadia suspendeu a venda de sua fábrica na Rússia. O ativo havia sido colocado à venda no momento em que a empresa precisava fazer caixa para resolver o problema de sua dívida de curto prazo. “Vamos reavaliar o que fazer com a planta na Rússia. Com a associação com a Perdigão, ela passa a ter um potencial de negócios diferente”, afirmou Furlan.

“Agora estamos sem a pressão do endividamento de curto prazo e, portanto, com mais folga para pensar sobre o que fazer com o ativo.” Os planos da Sadia de construção de uma fábrica no Oriente Médio, que haviam sido suspensos, serão reavaliados.

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