Ciberguerra é realidade, diz McAfee

SÃO PAULO – O 5º Relatório Anual sobre Criminologia Virtual da McAfee apontou que países como Estados Unidos, Rússia, Franaça, Israel e China estão na corrida por armas virtuais.

De acordo com os documento, os ataques que os ataques com motivação política aumentaram nos cinco países, o que a empresa chega a chamar de uma ciberguerra.

“Agora, várias nações estão ativamente engajadas em ataques e preparativos ligados à ciberguerra. As armas atuais não são nucleares, mas virtuais, e todos devem se adaptar a essas ameaças”, afirma Dave DeWalt, presidente e CEO da McAfee.

O executivo disse que a McAfee já abordou o assunto há mais de dois anos, e que mais evidências de uma guerra virtual começaram a surgir nos últimos meses.

A empresa acredita que ao encobertar táticas, descobertas e informações obtidas, os governos podem prejudicar o setor público e privado. Como elas não são divulgadas, muitas empresas estratégicas podem ficar vulneráveis a ataques e roubo de dados.

Especialistas acreditam que as Teles devem auxiliar a definir a origem de ataque, mas que as mesmas não devem ser interpretadas como responsáveis pelo conteúdo. “Outros países já adotaram medidas semelhantes que exigem ações das empresas de telecomunicações para assegurar que determinados dados estejam disponíveis no caso de futuras investigações criminais”, comenta Vanda Scartezini, sócia da POLO Consultores Associados.

O estudo ainda aponta que o aumento dos ciberataques com motivação política gerou entre os possíveis alvos americanos, como a Casa Branca, o Departamento de Segurança Nacional, o Serviço Secreto e o Departamento de Defesa.

Outro detalhe interessante, apontado pela McAfee, é a criação de formas de ataque com o objetivo de afetar infraestruturas como como redes elétricas, transportes, telecomunicações, o setor financeiro e o fornecimento de água. A ação nesse caso pode ser facilitada pelos próprios governos, que utilizam a internet para gerenciar recursos e nem sempre estão atentos aos procedimentos de segurança.

“Nos próximos 20 a 30 anos, os ciberataques se tornarão cada vez mais um componente de guerra”, afirma William Crowell, ex-diretor adjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA, no Relatório sobre Criminologia Virtual. “O que eu não consigo prever é se a Rede também estará tão desprotegida que as operações da ciberguerra irão vencer”, conclui.

O relatório inclui panoramas de mais de 24 dos melhores especialistas do mundo em relações internacionais, incluindo o Dr. Jamie Saunders, assessor da Embaixada Britânica em Washington D.C. e especialistas em segurança com experiência na Agência Nacional de Segurança dos EUA e do Departamento de Procuradoria Geral da Austrália. Paul Kurtz, antigo conselheiro da Casa Branca, compilou o relatório em nome da McAfee.

Três especialistas brasileiros também colaboraram para o estudo, entre eles, Raphael Mandarino, diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República do Brasil.

“Como as ameaças na Internet são globais por natureza e sua tecnologia está em constante evolução, a luta para acompanhar essa evolução exige uma estrutura jurídica aprimorada e maior cooperação internacional”, afirma Raphael Mandarino.

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