Dia Mundial dos Animais

As ruas da cidade estão cheias de vitrines. Tem vidros que parecem espelhos espalhados por todos os cantos.

Alguns nos fazem parar para ver o há de novo na estação, outros refletem nós mesmos e também tem aqueles que nos revelam outros seres.

Não sei bem da onde veio essa nossa atração pelas coisas mais caras do mercado, mas você já enxergou o olhar das quatro patinhas que estão do lado de cá dos reflexos?

Só no Brasil, estima-se que mais de 170 mil animais vivem em condição de abandono e, apesar dos inúmeros esforços das ONGs, muitos deles estão propensos a morrer de alguma doença proveniente da falta de cuidados ou depressão.

Esse número poderia ser ainda maior se não fosse pelo cuidado e pelo empenho das pessoas que decidiram adotar um amiguinho mudar um pouquinho essa estatística.

Felizmente, algumas delas estão entre nós e toparam dividir essas histórias de amor com a gente!

Conheça os pets dos nossos fomers:

Os filhinhos da Anny

A Dolly

Essa é a Dolly, ela nasceu no dia 10/12/2005, dia do meu aniversário e é filhote dos cachorros de uns amigos dos meus pais.
Nós passamos o natal desse ano na casa deles e, obviamente, eu passei todo o tempo em que estávamos lá enchendo a cabeça da minha mãe, implorando por uma catiorinha (que inclusive eu já tinha escolhido, porque ela era a mais escura e a unica que estava dormindo de pancinha pra cima).
Até que no fim da noite ela aceitou e eu ganhei o amor da minha existência e a batizei de Dolly, que, coincidentemente, era o apelido de uma professora do colegial da minha mãe, que se chamava Candidolina.
Esse acabou se tornando o nome da Dolly pra quando ela faz arte: “Candidolina Marcon Pereira”, (leia com voz brava).
E a parte engraçada é que, depois de muuuitos anos, minha mãe se tornou vizinha da dona Dolly e ela não podia brigar com a cachorra muito alto.
Um fato fofo é que como ela nasceu no dia do meu aniversário, todo ano meus pais dão parabéns pra ela primeiro e faz 13 anos que essa coisa gorda e marrom é o amor da minha vida!
Ah e ela descasca banana para comer.

A Sky

Dia 21/02/2015, foi o dia em que adotei a minha primeira gatinha, em meio a críticas de preocupação da família toda: porque sou uma fiel discípula da rinite, sinusite e todo tipo de alergia que você pensar aí.
Aconteceu assim: eu fui na feirinha de adoção procurar uma gatinha com pelo curto, preferencialmente preto e branco e gordinha. Ao chegar lá, eu vi vários gatinhos, até que bati o olho nessa princesinha de pelo longo, tricolor e magrela.
Peguei ela no colo, como quem não quer nada, e continuei vendo os outros, só que ela dormiu no meu pescoço e eu nunca mais consegui soltar a bichinha.
Levei ela assim mesmo e até hoje, o meu pescoço é a caminha preferida dela.

O Simba

Esse é o meu rei leão, o Simba, ele também foi adotado em uma feirinha de adoção.
No fim de semana que eu tinha planejado adotar mais um neném, fez quase zero grau em Maringá e o pessoal de casa disse que seria difícil cuidar de um gato novo num frio tão intenso.
Só que na minha cabeça, se eu não tirasse o gatinho de lá ele passaria frio no abrigo. Fui mesmo assim.
Quando cheguei, vi uma criança jogando o simba pra cima para brincar, e é obvio que eu fui resgatar ele, peguei no colo e continuei observando os demais, mas não teve jeito, peguei pra mim.
Ele não saiu mais do meu colo, a primeira noite foi realmente complicada, dormimos na sala, todos juntos e com muito cobertor. Desde então, esse punhado de pelos laranja destrói minha casa todos os dias.
Recentemente ele foi castrado e eu fiz muito bullying (do bem, claro) sobre isso.

O Doguinho da Malu

Esse é o doguinho. Ele sempre ficava na rua, perto de casa, andando pra lá e pra cá, e também gostava de dormir embaixo de um caminhão.
A gente lá de casa sempre deixava um potinho com água e comida pra ele na calçada, mas ele era muito desconfiado e pistola demais pra receber carinho.
Um dia, durante um almoço de família em casa, o portão ficou aberto. Até ai tudo bem né, só que ele entrou correndo DO NADA e se jogou de barriguinha pra cima no chão no meio de todo mundo kkkkkk (depois disso ele saiu correndo de novo).
Passado esse episódio de fofura extrema, dias depois começou uma chuvarada e ele apareceu sentadinho no portão chorando. Não teve como não deixar ele entrar. Então eu peguei uma cobertinha e coloquei ele pra dentro.
Mas conquistar o coraçãozinho desse dog não foi fácil: ele não gostava muito de envolvimento humano, dormia em casa de noite e de dia dava role nas ruas.Aos poucos ele foi ficando mais manhosinho, parou de sair andando por aí e agora dorme no meu quarto todo dia  (o que eu amo).

A Aysha do Leleo

Apesar de super parecer uma Border Collie chiquetosa, a Aysha é uma vira-lata maravilhosa, que entrou nas nossas vidas meio que sem querer.

Meu pai soube através da nossa dentista que uma moça estava desesperada porque a doguinha dela tinha dado cria, parou de lactar e não tinha recursos humanos e muito menos financeiros de bancar leite em pó pros filhotinhos.

Então, foi assim que ela foi pra casa e eu tinha que fazer o mamá pra ela todos os dias, talvez seja por isso que ela seja tão dengosa comigo até hoje.

Os hobbies dela são andar de Fusca e dormir em caixa de papelão ou na minha cama, não sei qual dessas opções ela gosta mais.

Mas é isso, ela come, dorme no quintal e dorme comigo, eu chego até a dizer que pelos hábitos preguiçosos e “pokas ideia” que ela tem, às vezes ela parece mais gato que cachorro.

A galera da Karol

O Snoopy

Quando eu tinha uns 8 anos, uma colega da minha mãe estava doando os filhotes de poodle-lata (o pai tinha pedigree e a mãe era vira lata) e ai eu escolhi o Snoopy, que era o único de pelinhos pretos.

Ele era meu grude, me seguia pela casa o dia e todo e sempre que eu colocava meus rock n roll nas alturas ele relaxava e dormia embaixo da caixa, como se não tivesse acontecendo nada.
Ele viveu 15 anos comigo. No começo do ano ele virou uma estrelinha, mas está eternizado no meu coração e na minha pele pra sempre.

O Max

Esse lindão de bone é o Max.

O bichinho estava abandonado numa casa (os donos vazaram e deixaram esse nenê lá). Ele tinha um tumor no pescoço, minha irmã resgatou, fez a cirurgia e hoje ele está aí, todo gordo e carinhoso.

Faz 7 anos que ele se tornou membro da nossa família!

O Piti

Esse é o piti, o Benjamin Button do mundo dos dogs.

Ele parece que ter 18 anos, mas só tem 3. Um amigo do meu pai achou ele na rua junto com outros 3 filhotinhos, adotamos ele no ano novo de 2017.

Com 3 dias que estava em casa, ele começou a passar muito mal, levamos ele praticamente morto no veterinário, foi diagnosticado com a doença do carrapato e parvo virose.

Ficou 7 dias internado e conseguiu sobreviver.

Ele ama brincar com garrafa pet e é muito amorozinho com todo mundo.

O Cisco

Esse é o cisco, resgatei ele no meio da avenida, quase sendo atropelado.

Ele estava todo torto e arrastava as patinhas de trás, cheguei até a pensar que já tinham atropelado ele outra vez.

Levei ele no veterinário, mas ainda bem que não era nada disso, ele só era tortinho mesmo, por consequência de uma cinomose.

Tem uns 3 meses que ele está com a gente. Procuramos o dono por dias, mas não conseguimos encontrar, então ficamos com essa fofurinha.

Ele senta e fica sempre com as patas pra trás assim.

🐾💜🐾

“Eu sou o seu amigo, não faço questão de ser o melhor, mas ficarei honrado caso você queira me dar esse título. Eu fico esperando você no portão a cada fim de tarde e pulo no seu colo quando meu pote está cheio.

É…Eu não lembro ao certo o dia em que fui adotado pelo seu coração, mas me lembro de estar muito assustado e chorar até você acordar e me segurar nos braços às 02 da manhã.

Sei que você ficava muito bravo comigo, mas agora essas lembranças te fazem sorrir. Eu sinto quando seu dia não está como o esperado e também quando você está animado e me aperta com carinho.

Nosso tempo é diferente dos humanos, agora falo como porta-voz de todos os meus amigos, pets como eu. Ouvi falar que vivemos menos que vocês, sei que é difícil entender, mas não se zangue, eu faço questão de colocar a intensidade da soma dos seus anos nos meus.

Eu já estou eternizado na sua memória, assim como você está na minha. Você me salvou quando me acolheu em sua vida e isso te torna um herói. E eu? Bem, eu não sou só o zelador da sua casa, eu sou o zelador do seu coração, onde vou morar para sempre.

Obrigado por me escolher”.

🐱🐶

Tem um bichinho resgatado na sua casa?

Envie sua história pra gente e ajude-nos a inspirar outras pessoas para que todas as patinhas que caminham por aí tenham um abraço para voltar.

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