Infelizmente não, meu caro. Mas por que diabos a gente chama o nosso pão de cada dia, pão de sal ou cacetinho de pão francês? O oráculo do aiqfome reponde.

No início do século 19, o pão popular da França era cilíndrico, curto, com miolo durinho e casca dourada, ou seja, uma pré versão da baguete.

Já no nosso BR, o pão tradicional tinha miolo e casca escuros, nos moldes dos pães italianos.

Mas vamos ao que interessa, que é saber como essa confusão toda começou.

Seguinte, sempre que a galera boa de grana da elite brasileira viajava para a França, ela voltava falando do tal do pão que havia comido por lá e tentava explicar a aparência para os padeiros locais, que faziam o possível e o impossível pra replicar o bendito pãozin a partir dessa descrição.

Do copia só não faz igual, o que tornou as duas receitas diferentes foi a presença do açúcar e gordura na massa que usamos por aqui.

Na França, inclusive, pão é coisa séria: há uma lei regulando a produção.

Em 1993, foi editado o “décret pain”, o qual permitia a inclusão de apenas farinha de trigo, água, sal e fermento na fabricação dos pães tradicionais franceses. EITA!

De volta pra nossa terra, uma coisa precisa ser dita: o pão francês que não é francês é um dos dos melhores do mundo, tanto que parece que o jogo virou: muuuitos estrangeiros procuram a nossa receitinha para tentar reproduzir o pãozin de cada dia.

E, claro, não posso deixar de mencionar que em cada região brasileira, o pão francês leva um nome diferente: em São Paulo ele é pãozinho, no Maranhão é pão massa grossa, no Sul e na Bahia é cacetinho, no Pará é pão careca, na Paraíba é pão aguado e no Ceará é pão de sal ou carioquinha.

Cada um chama o pão do que quiser, mas eu mesma nem preciso chamar, só peço no app e espero ele chegar em casa mesmo, hahahaha.

Até a próxima matéria com mais informações topzeiras e piadinhas bobas e ruins como essa que usei pra finalizar o texto, mô xuxu!

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