Namoro de escarrinho e a era Pré-Tinder

dia dos namorados

Nessa tour que antecede o dia dos namorados, se você usa o Tinder para paquerar, você é privilegiado SIM. Fominha do céu, você não tem noção do que o povo do passado passava pra flertar. Dar match envolvia coisas como CUSPIR no chão. KIBESURDO!

Zona Proibida

No século 16, as práticas amorosas eram cercadas por rígidas regras de conduta. Sabe esse amor que a gente endeusa, demonstra e distribui? Ele era visto como algo extremamente pecaminoso em países como Brasil e Portugal.

Rolava até um boato de que amar demais poderia causar doenças graves e mal-estares. TENSO. Teve até escritor lançando textão em jornal com uma lista cheia de sintomas, que envolviam: tristezas, suspiros, síncopes, melancolia, raiva e náusea. Poxa, nenhuma mentira!

Além disso, existia também um artigo de comportamento aclamadíssimo pelas pessoas da época, chamado “Carta de Guia de Casados”, de 1951. É provável que você tenha visto circular por aí, porque a galera da internet reviveu e transformou o documento aos nossos moldes atuais.

Deus me dibre mas quem me dera

Para driblar esse climão todo de vigilância, práticas nada ortodoxas eram usadas para chamar atenção da (o) crush. Em 1700, o local mais propício para jogar aquele olhar 43 na cheirosa era a igreja, durante as missas. Os padres ficavam pistolas com isso, porque os risos e acenos tiravam total o foco da pregação.

Na quinta-feira santa, a pessoa esquecia da palavra santa e aproveitava o apagar das velas para se aproximar do objeto de desejo. No escuro, uma troca de beliscões infinita acontecia entre uma reza e outra. 

Mas no meio dessa esquisitice toda, também tinha uma parte fofa, afinal, cartas e mais cartas de amor circulavam por aí e sempre envolviam a palavra “benzinho” no começo. Gente, o brega é tudo.

Sabe quem fazia o serviço dos correios? A molecada da rua. Que aproveitava para pedir uma bolinha de gude como forma de pagamento pelo serviço de entrega. E o que dizer do namoro de escarrinho, hã?

Dá pra imaginar que um galanteador parava sob a janela da moça e começava a fungar loucamente? Espera que piora. Se a mina correspondesse com o mesmo gesto ao ritual, o negócio se repetia por horas a fio. Será que só falar não chamaria menos atenção, meu povo?

De volta para o futuro

Olha, ainda bem que os tempos são outros. Eu, aiqfome da silva, particularmente, acho que nenhuma dessas técnicas de paquera foi ou será tão eficaz quanto à fisgada pela barriga. Afinal, quem é Tinder, Buble, Happn perto do aiqfome, gente? Se você ainda não testou pedir um lanchão pro seu nenê, tá conquistando errado mesmo.

Feliz dia dos namorados para quem sabe utilizar esse recurso! O resto só vou ter a ver depois que aparecer aqui dizendo que seguiu meu conselho. É isto!

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2 comentários

  1. Pam

    Eu amei o flerte na igreja, aliás tem muito disso até hoje, Deus me livre mas quem me dera Hahahaha Se eu não ganhar lanche do meu Benzinho vou acabar tudo rs.

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